Novo remédio 2 em 1 para controlar o colesterol alto é aprovado no Brasil

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Novo remédio 2 em 1 para controlar o colesterol alto é aprovado no Brasil
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Nustendi: comprimido para colesterol alto alia ezetimiba a ácido bempedoico (Foto: GI/Getty Images)

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O arsenal terapêutico contra o colesterol alto, condição que afeta quatro em cada dez brasileiros, será ampliado no país com a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de uma nova medicação que combina, no mesmo comprimido, dois princípios ativos para controlar esse fator de risco cardiovascular. 

Desenvolvido pela farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo, o remédio de nome comercial Nustendi reúne o ácido bempedoico, molécula que atua no fígado inibindo a produção orgânica de colesterol, e a ezetimiba, substância que limita a absorção do colesterol originário da dieta no intestino.

Foi liberado no Brasil para tratar pacientes com hipercolesterolemia primária – níveis elevados de colesterol no sangue por razões genéticas – ou com o desequilíbrio tanto do colesterol como dos triglicérides, ambas situações que elevam o risco de infarto, AVC e outras complicações. 

“Essa aprovação marca um importante avanço no tratamento de pacientes com alteração dos níveis de colesterol, não só por apresentar resultados de eficácia significativos individualmente, mas também por somar forças a tratamentos já existentes no mercado brasileiro”, disse Gabriela Prior, diretora médica da Daiichi Sankyo Brasil.

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Uma das apostas do laboratório é que o Nustendi poderá servir de alternativa ou complemento a pacientes que sofrem de efeitos colaterais com um dos principais tratamentos para o colesterol alto, as estatinas. Sabe-se que um percentual deles encara dores musculares e outras reações que tendem a limitar a adesão.

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“O remédio também poderá ser útil em quadros de difícil controle, que resistem às abordagens tradicionais e não alcançam as metas desejáveis”, afirma o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da USP de Ribeirão Preto.

Nos ensaios clínicos com o fármaco, os cientistas observaram uma redução de 38% nos níveis de LDL-colesterol (o “colesterol ruim”) entre indivíduos que utilizavam a dose máxima de estatinas. Quase 70% dos participantes atingiram as metas recomendadas para o controle do colesterol no sangue.

“Um dos estudos realizados demonstrou, entre pacientes intolerantes à estatina, que a adoção do novo remédio diminuiu o risco de eventos cardiovasculares como infartos e derrames. Então já sabemos do seu efeito em termos de desfechos para os pacientes”, comenta Couri.

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A medicação, que poderá ser agregada a outros tratamentos e não dispensa as mudanças no estilo de vida, já está disponível nos Estados Unidos e em países da Europa e da Ásia. A previsão é que chegue às farmácias brasileiras no segundo semestre deste ano. 

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