20/03/2024 às 16h13min - Atualizada em 24/03/2024 às 00h00min

Estresse térmico causado pelas temperaturas elevadas diminuem taxa de prenhez de vacas leiteiras

Transferência de embriões (TE) surge como ferramenta para evitar morte embrionária precoce

Irvin Dias Costa de Souza Garcia
Livre
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, em janeiro, que 2024 tem potencial de ser o ano mais quente da história. As elevações nos padrões de temperatura, já observados em 2023 e previstos para este ano, afetam não somente a saúde de humanos mas também dos animais. “Na reprodução das vacas leiteiras, por exemplo, o estresse térmico impacta negativamente a taxa de prenhez, dificultando a multiplicação e o ganho de produtividade do leite – alimento essencial para nossa segurança alimentar”, explica Antonio Coutinho, gerente de marketing e serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal.

O calor impacta as vacas leiteiras muitas vezes mais do que os humanos porque seus mecanismos de termorregulação são menos eficientes. Para piorar a situação, vacas em pico de produção geram ainda mais calor corporal. “As taxas de concepção nas estações reprodutivas podem ser reduzidas em 50% ou mais. Isso porque antes da ovulação há danos severos nos oócitos, redução do tempo de estro e grande possibilidade de morte do embrião três dias após a fertilização”, explica Coutinho.

Algumas estratégias de resfriamento da temperatura corporal podem amenizar a situação, como áreas de sombra, ventiladores e aspersores. Porém, para aumentar a fertilidade de modo expressivo a transferência de embriões (TE) aparece como uma das biotécnicas reprodutivas mais assertivas. A explicação é que os embriões são transferidos no 7° dia após o estro, o que evita o risco de má qualidade dos ovos e sua morte precoce.

Antonio Coutinho ressalta que, “no verão, as taxas de gravidez com TE podem ser duas vezes mais elevadas que as da inseminação artificial (IA). Além disso, a taxa de prenhez com a IA pode sofrer altas variações entre o verão e o inverno”. A taxa de confirmação da prenhez em uma TE feita com qualidade fica em torno de 45 a 55%. Uma das etapas mais importantes no processo da TE é a ovulação das fêmeas – visando o desenvolvimento do embrião que será posteriormente transferido.

O extrato de folitropina presente na composição de Folltropin®-V, da Vetoquinol Saúde Animal, potencializa a superovulação de vacas e terneiras aptas à reprodução. Para o sucesso da aplicação nas fêmeas, o estro deve ser induzido com prostaglandina F2 alfa ou um de seus análogos. “Após esse passo o pecuarista pode injetar Folltropin®-V nas fêmeas do 8º ao 10º dia após a indução do estro”, completa o especialista.

Com o uso de Folltropin-V® em via intramuscular duas vezes ao dia, durante quatro dias, e o conjunto de ações que visam reduzir o estresse térmico nas fêmeas, o pecuarista pode aumentar a taxa de prenhez por meio da superovulação e regulação da temperatura corporal – além de garantir a multiplicação do rebanho mesmo nas épocas de chuvas e calor. “A missão da Vetoquinol é solucionar os problemas da pecuária nacional. Folltropin-V é mais um exemplo de nosso compromisso com a tecnologia e o sucesso da atividade”, finaliza o gerente.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornalfluminense.com.br/.