29/09/2023 às 15h16min - Atualizada em 30/09/2023 às 20h09min

Consumidores vão ao Senado pressionar pela regulamentação do cigarro eletrônico

Consumidores acompanharam a audiência pública no Senado Federal na nesta quinta-feira (28).

Diretório de Informações para Redução dos Danos do Tabagismo
Divulgação
Consumidores vão ao Senado pressionar pela regulamentação do cigarro eletrônico
 
Cerca de 50 consumidores estiveram no Senado Federal nesta quinta-feira (28) para acompanhar a audiência pública sobre os cigarros eletrônicos e pedir por uma regulamentação segura desses tipos de dispositivos. Proposta pela senadora Soraya Thronicke, a audiência contou com falas do ex-presidente da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Barbano, representantes do INCA (Instituto Nacional do Câncer), da ACT (Aliança do Controle do Tabagismo), da Associação da Indústria do Fumo, da Receita Federal e especialistas em redução de danos.

Estava prevista a participação de Alexandro Lucian, presidente do DIRETA (Diretório de Informações para Redução dos Danos do Tabagismo), representante dos consumidores de cigarros eletrônicos, mas a segunda parte da audiência foi cancelada. Devido à importância do tema e ao grande número de especialistas e senadores participantes, Thronicke anunciou a realização de uma segunda audiência para a continuidade do debate, ainda sem data.

“Infelizmente não houve a segunda parte da audiência, mas a presença dos consumidores nesse ambiente de conversa democrático é extremamente importante. Não vemos isso acontecer no dia a dia dos meios de comunicação. Muita desinformação ainda é propagada, como a de que o cigarro eletrônico é pior do que o convencional, sendo que já é comprovado que o vape apresenta apenas uma fração dos riscos do cigarro convencional”, disse Lucian ao final da primeira parte da sessão.

As últimas audiências públicas sobre o assunto foram feitas em 2019 e Thronicke ressaltou que de lá para cá muitos novos estudos foram publicados e que diversos sistemas de saúde públicos (Inglaterra, Canadá, Suécia, etc) adotaram os cigarros eletrônicos como instrumento de Políticas Públicas anti-tabagistas. “As novas informações da OMS dão conta que são mais de 140 países que já regulamentaram a venda desses dispositivos. O Brasil está ficando para trás. Nos países que já regulamentaram, estamos vendo uma queda de doenças ligadas ao tabagismo e queda de mortes e é isso que queremos que aconteça no Brasil”.

Dirceu Barbano, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), reforçou a importância da retomada do debate. “Saí da Anvisa há nove anos. Eu estava no cargo quando assinamos a proibição. Era um retrato de um momento em que se sabia muito pouco (sobre os cigarros eletrônicos). Tínhamos limites de informações sobre esses produtos. De lá para cá, muita coisa mudou”, afirmou Dirceu.

Lucian ainda ressalta a importância dessas conversas como forma de aproximação e troca com os legisladores. “Parlamentares e profissionais da saúde podem ser influenciados pela mídia e pelas informações de massa como qualquer pessoa no Brasil. Por isso, debates como esses são essenciais para que informações técnicas e científicas cheguem até eles. É notório que esses legisladores têm interesse em saber mais sobre o assunto. E isso é o mais importante porque é pela ciência que vamos tomar as melhores decisões”.

O DIRETA foi fundado em 2021 e representa atualmente mais de 9.500 consumidores engajados pela participação ativa da sociedade civil e de profissionais multidisciplinares nas políticas públicas pela redução de danos do tabaco. A entidade liderou uma petição em prol da regulamentação do cigarro eletrônico e do direito pelo consumo de um produto seguro e de uma sociedade que pesquisa e desenvolve o produto em benefício da redução de danos do tabagismo.


Sobre o DIRETA (Diretório de Informações para Redução dos Danos do Tabagismo) - Organização não governamental, sem fins lucrativos, formada por técnicos de Redução de Danos (RD), profissionais da área da saúde, representantes do campo legal, social e ambiental que busca transformar as políticas públicas de saúde do tabagismo através da estratégia de Redução de Danos. A organização promove a participação ativa da sociedade civil na formação de um grupo multidisciplinar, que vê na RD uma alternativa eficaz na melhora da qualidade de vida dos usuários de nicotina.

Sobre Alexandro Lucian - Alexandro Lucian é pesquisador, especialista em Redução dos Danos do Tabagismo (RDT) e presidente do DIRETA. Foi fumante por mais de 15 anos, consumindo 3 maços de cigarros por dia e após tentar todos os métodos antitabagistas, só teve sucesso graças aos cigarros eletrônicos em 2015. Por este motivo, criou um projeto multiplataforma batizado de Vaporaqui.net, hoje a maior fonte de informações independentes sobre RDT no Brasil, transformando Alexandro em um líder no tema.
 

Este conteúdo foi distribuído pela plataforma SALA DA NOTÍCIA e elaborado/criado pelo Assessor(a):
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