31/08/2023 às 14h06min - Atualizada em 02/09/2023 às 00h04min

Inclusão x Exclusão

Especialista na Nova Educação comenta como promover uma inclusão de fato nas salas de aula

Amanda Silveira
Em Pauta
Assessoria Bruna Cassaro
Lei Brasileira de Inclusão, aprovada em 2015, aborda, entre outros pontos, o acesso à educação e traz avanços importantes, como o fato de que o sistema educacional deve ser inclusivo em todos os níveis. Mas, para a Especialista na Nova Educação, Bruna Cassaro, é preciso analisar com cuidado se essa inclusão vem sendo realmente feita de maneira apropriada.
Bruna alerta para a necessidade de capacitação contínua dos profissionais de educação. Segundo ela, a questão da educação especial ainda é algo muito novo para os professores, devido ao fato de que até muito pouco tempo essas crianças eram realmente excluídas e proibidas de estarem na escola regular. “E não basta apenas ficar no âmbito teórico nessas capacitações”, alerta a especialista. “É importante elevar essa prática, o como lidar, como planejar aulas que tragam essa inclusão, como lidar com essa criança em sala de aula, como ter uma boa relação com essa família e como integrar essa criança com as outras, promovendo uma interação legítima”, afirma.
A especialista ressalta que todas as pessoas são capazes de aprender, independente de terem ou não necessidades especiais. Ela explica que hoje o que já se sabe é que cada um aprende de uma maneira diferente e é um desafio para o educador trabalhar o conhecimento em várias formas, a fim de atingir a todos os alunos. Sendo assim, é errada a ideia de que um aluno com necessidades especiais pode atrapalhar o desenvolvimento da turma em que esteja alocado e mais uma vez destaca a necessidade de capacitar continuamente o professor nesse processo da Nova Educação.
Outro fator abordado por Bruna é a necessidade de uma integração perfeita entre o professor e o AEE – Atendimento Educacional Especializado. É fundamental entender que a função desse especialista é auxiliar, apoiar o aluno especial em algumas necessidades e não excluí-lo do restante da turma, durante as atividades, promovendo justamente o contrário da inclusão. “Uma discussão contínua sobre o desenvolvimento da criança com necessidades especiais entre professor e AEE faz toda a diferença para esse aluno possa se integrar e evoluir”, destaca a profissional.
Para concluir, a especialista comenta que conversar com a turma, antes da chegada desse novo colega, falar sobre o assunto, sentar numa roda, explicar as necessidades daquela criança, os momentos em que ela vai precisar e como cada um vai poder ajudar no processo pode evitar o bullyng e promover a interação de maneira natural e verdadeira. No decorrer do ano, trabalhar atividades em que o aluno com necessidades especiais se sinta acolhido e participativo também faz toda a diferença.
Sobre os pais dos alunos sem necessidades especiais, Bruna conta que é muito comum a resistência. Algumas vezes isso acontece porque se supõe que o ensino da turma será prejudicado, o que já vimos que não deve acontecer, se a inclusão for feita corretamente. “Infelizmente, sabemos que ainda existe muito preconceito sobre isso e pode sim acontecer, mas daí a importância de profissionais capacitados para acolher e desenvolver um trabalho que leve conscientização aos pais nas reuniões. Além disso, o próprio trabalho que vai sendo feito com as crianças dentro de sala de aula leva a essa conscientização”, conclui.

 

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