23/08/2023 às 14h14min - Atualizada em 24/08/2023 às 00h01min

Qual a influência da introdução alimentar na saúde de pessoas adultas?

Coordenadora da pós-graduação em Nutrição Materno-infantil do Senac EAD explica que o processo pode e deve ser agradável para a criança

Assessoria de Imprensa
Senac EAD
Divulgação Senac EAD
Um levantamento divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde revelou que 20% das crianças brasileiras com menos de cinco anos foram identificadas com anemia, por falta de ferro e 17% apresentaram índices insuficientes de vitamina A.

Na avaliação de pesquisadores e especialistas, um dos principais motivos dos dois diagnósticos entre o público infantil é a influência direta dos familiares. É na fase da introdução alimentar que é construído o paladar do indivíduo, e quando isso não acontece de modo correto, os resultados variam da obesidade até algumas doenças.

Dados preocupantes foram divulgados também pela Organização Panamericana de Saúde](OPAS/OMS), sobre a prevalência de anemia em crianças e adolescentes brasileiros. Na faixa etária de 5 a 9 anos, o percentual é de 12,9%, enquanto os adolescentes entre 12 e 17 anos alcança 21%.

Outra pesquisa é apontada com alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao informar que existem 1 bilhão de pessoas obesas no mundo, e desse total, 39 milhões são crianças. Desse modo, uma alimentação equilibrada desde o período de gestação pode ser uma alternativa eficiente no combate ao problema de saúde pública mundial.

Ciente de sua contribuição na formação e especialização de profissionais qualificados, o Senac EAD lançou a pós-graduação em Nutrição Materno-Infantil, com foco no aperfeiçoamento de nutricionistas. O programa apresentado no curso prepara o especialista para acompanhar a introdução alimentar da criança, até o período da adolescência.

A coordenadora dos cursos de pós-graduação na área de nutrição, Suzana Camacho Lima, explica que a abordagem atende as mais diversas situações clínicas, entre elas: suplementação na gestação e infância, vegetarianismo, veganismo, seletividade alimentar, alergias, intolerâncias, nutrição no autismo, síndrome de down, entre outros.

“Procuramos atender o maior número de cenários possíveis, já que é uma demanda que vem crescendo nas escolas e os nutricionistas têm dificuldade de lidar com a alimentação desse público. Muitas vezes, um caso de seletividade, pode ser o modo incorreto de ofertá-lo para a criança. Além disso, apresentamos informações relevantes sobre a dieta para crianças autistas e com síndrome de down”, explica.

Com esse intuito, a pós-graduação além de prevenir e/ou tratar possíveis deficiências, contribui ainda para a formação de hábitos saudáveis e adequados – aumento do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e redução de ultraprocessados, alimentos com alto teor de açúcares, gorduras e sal -  no sentido de ter efeito de redução de risco para obesidade e DCNT (doenças crônicas não-transmissíveis).

Qual o período ideal para a introdução alimentar?

A professora do Senac EAD explica que o aleitamento materno deve ser feito entre 0 e 2 anos, contudo a inclusão de complementos pode ser realizada de modo gradual. “É importante que a relação da criança com o alimento comece desde cedo e com equilíbrio, já que muitas questões de seletividade são decorrentes do desconhecimento sobre a comida. O que não se deve é chantagear a criança com promessas de doces ou refrigerantes, pois, dessa maneira ela vai associar alimentação como algo ruim e angustiante”.

Suzana lembra que durante o bacharelado em Nutrição existe uma disciplina chamada gastronomia hospitalar, na qual é reforçada a abordagem pediátrica. “O termo gastronomia não tem nada a ver com gourmetização, mas sim, para identificar a fase na qual a criança passa a ter desinteresse pelos alimentos, a partir dos dois anos. Nessa etapa estão mais interessadas em explorar o ambiente do que comer e é preciso adotar estratégias”, argumenta.

De acordo com a nutricionista, é importante esclarecer os pais que os alimentos saudáveis não devem ser “escondidos” em outros preparos. “É muito melhor utilizar métodos lúdicos e divertidos como modelagem em frutas ou decoração no prato. Um tipo de isca, para despertar a curiosidade da criança provar e aceitar novos alimentos”, esclarece.

Como existem diferentes realidades e cenários, Suzana sugere aos pais que trabalham o dia inteiro e chegam em casa para o jantar, algumas sugestões para a criança se acostumar com frutas e verduras. “Uma opção rápida é comprar vegetais higienizados no supermercado e quando chegar em casa, convidá-la para abrir o pacote ou levar a vasilha para mesa. Isso funciona com as frutas também, pois os pequenos acabam elencando a opção que mais gostam”, conclui.

Sobre a especialização em Nutrição Materno-Infantil

A coordenadora da pós-graduação destaca que o curso auxiliará o profissional de nutrição a adquirir mais conhecimentos sobre todas as etapas de alimentação desse público, ou seja: mulheres que se preparam para engravidar (tentantes), gestantes, introdução alimentar e como criar um cronograma de suplementação para mães vegetarianas ou veganas.

“Apresentamos que é possível oferecer para as mães, uma dieta equilibrada, com suplementação adequada e que não contenha proteína animal. Já as crianças receberão nutrientes desde a fase da gestação, passando pela introdução alimentar, passando pelas fases: pré-escolar, escolar e adolescência. Por último, mas não menos importante, também serão abordadas recomendações para pessoas com intolerâncias e alergias a determinados alimentos”, finaliza.

Caso você tenha alguma dúvida sobre a área de atuação do especialista em nutrição Materno-Infantil, saiba que o profissional terá muitas opções de atuação, entre elas: clínicas de pediatria, hospitais, ambulatórios, atendimento domiciliar, escolas, berçários, entre outros.

Portanto, não perca a oportunidade de estudar no Senac EAD e concluir sua especialização em 12 meses (360 horas/aula). As inscrições para a 1ª turma estão abertas e vão até o dia 10 de outubro. Acesse o portal e confira o edital, além dos descontos disponibilizados para cada região do país.

Sobre o Senac EAD 

Com 77 anos de atuação na educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio. 

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 380 polos presenciais para avaliações. Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD

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