16/08/2023 às 13h41min - Atualizada em 17/08/2023 às 00h02min

A exposição Diário 366, do artista Bruno Novaes, circula por Ribeirão Preto

Em exibição no ECEU - Espaço Cultural e de Extensão Universitária da USP a partir do dia 15 de setembro, projeto conta com a participação do público

Angelina Colicchio
https://drive.google.com/drive/folders/1JGvHiGPgnsL1rV1iy9PJHrABNCoj2fM5
Crédito: Ana Helena Lima

O ECEU - Espaço Cultural e de Extensão Universitária (FMRP), recebe a mostra Diário 366 do artista Bruno Novaes, a partir do dia 15 de setembro com entrada gratuita até o dia 01 de novembro. Na mostra, são exibidas as páginas do diário desenvolvido por Bruno durante todo o ano bissexto de 2016, os diversos objetos recebidos pelo público que compõem este projeto e o livro lançado em 2021, disponível para manipulação. Dessa forma, a exposição propõe o encontro entre o coletivo e o processo individual de artista, no qual a documentação de sua história se mistura com a de pessoas voluntárias participantes. 

 

Diário 366, já circulou pelo Centro Cultural dos Correios de São Paulo (2021), pelo Museu de Arte contemporânea de Campinas (2022) e pelo Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André (2023), neste último, com produção da Brecha Cultural com financiamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo por meio do ProAC Editais de 2022. 

 

Com o intuito de tornar a exposição ainda mais acessível, ao entrar, o público terá acesso por QR Code ao audioguia. Para complementar a experiência, a mostra conta com a proposta participativa "Quantas histórias cabem num ano?" um convite ao público para escrever ou desenhar sobre um dia que queira deixar registrado na exposição. Além disso, a exposição compõe a programação paralela ao 48° SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo (MARP) em exposição no MARP, de 04/08 a 21/10/2023.
 

SOBRE O PROJETO

O projeto teve início com registros diários feitos por Bruno no ano bissexto de 2016, usando diferentes linguagens, como texto, desenho, colagem e fotografia. Em seguida, os participantes escolheram datas e receberam as páginas correspondentes do caderno, digitalizadas em forma de cartão postal. 

 

As pessoas que participaram responderam com o envio de itens que dialogavam com os motivos da escolha por aquele dia, criando uma relação de troca de confidências com o artista. Todo esse processo foi documentado em um grande calendário em que Novaes fez o controle das devolutivas por meio de aquarelas dos itens recebidos. 

 

Entre as motivações para as participações, as escolhas das datas misturaram aspectos individuais e íntimos com acontecimentos culturais e coletivos, resultando em um arquivo que coloca objetos ordinários, trabalhos de arte, documentos pessoais e lembranças afetivas em um mesmo plano. Assim, criou-se um diário que, além de servir como instrumento para o conhecimento de si, se tornou uma narrativa coletiva das memórias, afetos e histórias de vida de mais de trezentas pessoas.

 

Longas cartas contando sobre experiências pessoais, fotografias, documentos e outros objetos estão entre os itens recebidos, que muitas vezes chegaram sem explicações. Entre eles uma certidão de óbito, que levanta perguntas sobre como aconteceu tal perda. Em outro caso, foram enviados pares de ingresso de cinema e uma camiseta com cheiro de guardado, sugerindo um fim de relacionamento. Também chegaram ao artista documentos e coisas de família que aproximam histórias e personagens desconhecidos. De modo geral, os itens que chegaram acabam por exigir o uso da imaginação para que se tente deduzir ou mesmo ampliar seus significados, o que confere ao livro em exibição nesta exposição um caráter simultâneo de documentação e narrativa de ficção. 

 

Com uma produção que passa por questões como identidade, memória e afeto, para Novaes, é importante jogar luz sobre histórias que muitas vezes passam despercebidas, levantando dúvidas sobre o poder dos arquivos tradicionais, que perpetuam a produção de conhecimento. Seu trabalho nos convida a refletir sobre quais outras narrativas deixam de ser documentadas, questionando o que mais pode ter ficado de fora dos livros e de outros meios de comunicação.




 

Sobre  ECEU - Espaço Cultural e de Extensão Universitária 

O espaço expositivo do Centro de Memória e Museu Histórico (CMMH) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP foi inaugurado em 2008 com o propósito de promover exposições que articulem o acervo do Museu ou temas relacionados à medicina com as artes visuais. Acolhe igualmente exposições de artistas, individuais ou coletivas, cujas propostas sejam aprovadas pelo Conselho Deliberativo do CMMH.

 

Sobre Bruno Novaes
Bruno Novaes trabalha entre artes visuais, poesia e educação. Tem licenciatura em Arte pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, e especialização em Artes Visuais pela UNESP. Sua prática acontece, sobretudo, por meio da palavra e do desenho, como instalação, publicação e processos de encontro, re-imaginando as formações do ser, suas subjetividades e agenciamentos.

 

Seus principais trabalhos incluem O professor deverá ser o último a se retirar, mesmo nos dias de chuva (Temporada de Projetos do Paço das Artes); Intervalo (Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo); Alugo para rapazes (prêmio-publicação Lamparina Luminosa); escola de faz-de-conta (ProAC LAB) e Diário 366 (Centro Cultural dos Correios São Paulo e livro premiado pela LAB SBC/Paradoxa Cultural). Participou da 33a Bienal de Arte de São Paulo, como artista residente na obra de Mark Dion, da 21a Bienal Internacional de Arte de Cerveira, e dos programas de residências da fábrica de lápis Viarco, em Portugal, e do Instituto de Artes de Ouro Preto. Integra o grupo Práticas Compartidas e tem trabalhos publicados em livros e revistas do país e exterior. Além de diversos prêmios-aquisição em salões de arte, suas obras compõem também acervos públicos como o do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo, do MAR - Museu de Arte do Rio de Janeiro e da Biblioteca Instituto Moreira Sales.

 

Sobre Brecha Cultural

Empresa de produção, gestão e escrita de projetos culturais das mais diversas linguagens, gerida por Jeff Barbato desde 2021. Entre suas principais produções estão: zonas de sombra (2023) projeto de exposição inédita com ações no âmbito físico e online atualmente em execução na Pinacoteca de São Bernardo do Campo; terra rasgada (2022) projeto de exposição inédita contemplado pelo ProAC; o vazio abarcado (2022) projeto de exposição inédita de artistas iniciantes contemplado pelo ProAC; o encontro é um lugar impossível (2021) projeto de exposição coletiva realizado no Centro Cultural dos Correios de São Paulo com 24 artistas.

 

Serviço:

Exposição Diário 366 do artista Bruno Novaes 

Abertura: 15 de setembro, sexta-feira, das 18h30 às 21h

Período expositivo: 15 de setembro a 01 de novembro

Endereço: ECEU - Espaço Cultural e de Extensão Universitária / FMRP, USP. 

Avenida Nove de Julho, 980, Jardim Sumaré, Ribeirão Preto-SP.

Visitação: Segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 16h30.

Entrada gratuita

Acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Classificação etária: Livre

Telefone para Informações: ECEU (16) 3315 0695 e Brecha Cultural (14) 98804 6360

                                                                                                                                                                     

Assessoria de Imprensa - Pevi 56

Angelina Colicchio – (11) 99299-2877

Diogo Locci – (11) 99906-0642

[email protected]  | [email protected] 




 

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