Exército do Sudão retoma controle do aeroporto de Cartum e expulsa paramilitares

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Exército do Sudão retoma controle do aeroporto de Cartum e expulsa paramilitares
Civis comemoram os recentes ganhos territoriais do exército, desde o palácio presidencial até o aeroporto na capital Cartum, no Sudão. 21/03/2025
Civis comemoram os recentes ganhos territoriais do exército, desde o palácio presidencial até o aeroporto na capital Cartum, no Sudão. 21/03/2025  (Ebrahim Hamid/AFP)

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O Exército do Sudão anunciou nesta quarta-feira, 26, que retomou controle do aeroporto da capital, Cartum, isolando da maior parte da região o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR). A nação no Norte da África está mergulhada em um profundo caos político há quase dois anos, quando tensões entre o Exército regular e os paramilitares se transformaram em uma guerra civil.

O comandante da operação no leste de Cartum, Mohamed Abdel Rahman al-Bilawi, disse que as tropas “protegeram totalmente” o aeroporto internacional e que talvez pudessem expulsar o restante dos combatentes das FAR até o final do dia. Os paramilitares assumiram o controle da maior parte de Cartum no início da guerra, em abril de 2023.

“Cartum está livre”, disse o chefe das Forças Armadas Sudanesas (SAF), Abdel Fattah al-Burhan.

O Exército também assumiu o controle da Ponte Manshiya, a última ponte controlada pelas FAR, bem como um acampamento militar em Jebel Awliya, reduto do grupo no sul de Cartum.

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Nos últimos meses, os militares tem obtido ganhos expressivos sob o comando do general Abdel-Fattah Burhan. Na semana passada, os militares também retomaram o controle do palácio presidencial de Cartum, dos prédios dos ministérios ao redor e do Mercado Árabe.

O conflito

Os combates eclodiram no dia 15 de abril de 2023, envolvendo as unidades do Exército leais ao general Abdel Fattah al-Burhan, chefe do Conselho Soberano do governo de transição do Sudão, e as Forças de Apoio Rápido (FAR), lideradas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, que é vice-chefe do Conselho.

Foram os primeiros confrontos do tipo desde que os dois grupos uniram forças para derrubar o autocrata Omar al-Bashir, em 2019. A violência começou por causa de um desacordo sobre a integração dos paramilitares nas Forças Armadas, como parte de uma transição para o regime civil, para acabar com a crise político-econômica provocada por um golpe militar em 2021. As Forças de Apoio Rápido acusaram o Exército de atacá-los primeiro.

Até agora, as tentativas da comunidade internacional em mediar o conflito não surtiram efeito. Pelo menos nove acordos de cessar-fogo foram assinados, mas todos foram rompidos. Enquanto isso, a escassez de alimentos, água, medicamentos e combustível piorou devido à interrupção das rotas comerciais, o que também fez subir os preços de todos os bens básicos.

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