Cerca de 7,5 milhões procuram por vaga de trabalho. O número de pessoas que não tinham trabalho e procuraram por um cargo é superior ao apurado no período entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, quando 7,2 milhões buscam por uma colocação profissional. O número também cresceu nos últimos três trimestres.
Total de desocupados é 12,5% menor do que em fevereiro de 2024. Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, avalia que a alta “segue o padrão sazonal da Pnad Contínua, com a tendência de expansão da busca por trabalho nos meses do primeiro trimestre de cada ano”.
População ocupada recuou 1,2% no trimestre. Com o aumento da taxa de desemprego, o Brasil tinha 102,7 milhões de trabalhadores em fevereiro. Mesmo com a queda, o número ainda é 2,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Trabalho formal bate recorde
Brasil tem 39,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O total corresponde ao novo recorde da série histórica iniciada em 2012. O resultado ocorre com o aumento de 421 mil profissionais formais no trimestre encerrado em fevereiro, na comparação com o período finalizado em novembro. Ante o mesmo período do ano passado, a alta alcança 4,1% (mais 1,6 milhão de trabalhadores).
Empregados informais no setor privado guiam alta do desemprego. O número de profissionais sem carteira assinada 6% no trimestre e manteve estabilidade no ano, com 13,5 milhões de trabalhadores na condição. Já o total de empregados no setor público (12,4 milhões) recuou 3,9% no trimestre, mas subiu 2,8% na comparação anual.
