Biden avalia ameaças à segurança da Europa: “Putin não vai parar na Ucrânia”

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Biden avalia ameaças à segurança da Europa: “Putin não vai parar na Ucrânia”

O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou neste sábado (8), durante visita oficial à sede do governo francês, que Vladimir Putin é uma ameaça a toda a Europa. E que a ofensiva do Kremlin “não vai parar na Ucrânia”.

Durante um pronunciamento conjunto com o presidente francês, Emmanuel Macron, Biden avaliou ainda que “toda a Europa precisa estar pronta. Não vamos deixar isso acontecer. O apoio dos EUA à Ucrânia segue forte, assim como o nosso apoio a nossos aliados, à França”.

Biden destacou o envio por parte dos EUA de um pacote de ajuda militar à Ucrânia que soma US$ 225 milhões. A verba deve financiar novos sistemas de segurança para o país.

“Esse é o sexto pacote que providenciamos desde que assinamos a lei de segurança nacional, no início do ano. Eu gostaria que tivéssemos enviado o dinheiro há seis meses, quando era a nossa intenção, mas conseguimos cumprir a tarefa”, afirmou Biden.

Oriente médio

Biden e Macron celebraram o anúncio que as Forças de Defesa de Israel conseguiram resgatar quatro reféns capturados pelo Hamas no dia 7 de outubro do ano passado.

E destacaram que a estabilidade na região depende da redução nas tensões entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês que tem trocado ataques pontuais com as forças israelenses desde o início da guerra no enclave palestino.

“É urgente reduzir as tensões entre Israel e o Hezbollah”, disse Macron. “Estamos redobrando esforços conjuntos para evitar uma explosão regional, particularmente no Líbano”.

A França e os Estados Unidos têm trabalhado nos últimos meses para tentar acalmar as tensões, com Paris apresentando propostas escritas a ambos os lados destinadas a impedir o agravamento dos ataques entre Israel e o Hezbollah na fronteira.

Os Estados Unidos também trabalharam na questão, mas diplomatas disseram que houve problemas na coordenação de esforços.

Macron disse que os dois países desenvolveram “uma coordenação estreita” nas discussões “com Israel de um lado e com o Líbano e todas as partes envolvidas do outro lado”.